Por que a gordura abdominal faz tanto mal?
Embora excesso de gordura em qualquer região seja prejudicial à saúde, os perigos oferecidos pela gordura abdominal decorrem de sua proximidade a órgãos vitais.
Somente em meados da década de 90 os cientistas descobriram que o tecido adiposo não era um mero depósito de gordura, mas sim um produtor de mais de uma centena de substâncias, inclusive hormônios, que agem silenciosamente, aumentando o apetite, ajudando a obstruir os vasos sanguíneos, atrapalhando o equilíbrio metabólico e chegando até a provocar a formação de tumores malígnos. Ou seja, o tecido adiposo afeta quimicamente o funcionamento de todo o organismo.
Pouco eficientes em reter gordura dentro delas, as células do tecido adiposo visceral ficam próximas demais a importantes órgãos da cavidade abdominal, liberando moléculas de gordura que afetam o funcionamento do pâncreas, do fígado, dos rins etc. No final, o prejuízo da atividade desses órgãos acaba comprometendo, também, a saúde cardiovascular.
Alimentos que ajudam a aumentar os pneuzinhos
Segundo o nutricionista Dr. Luís Meirelles, “todos os grupos de alimentos, se consumidos em excesso, podem gerar acúmulo de gordura pelo excedente de calorias armazenadas. Porém, alimentos energéticos como, por exemplo, os açúcares e as gorduras, por possuírem valor calórico altíssimo, se convertem mais rapidamente em gordura abdominal”.
O nutricionista explica que o motivo pelo qual esses alimentos geram gordura corporal está na forma como o organismo os armazena.
Os outros vilões da “barriga sarada” são as gorduras contidas nos alimentos, especialmente a gordura saturada de origem animal, presente em queijos, carnes gordurosas, manteiga, gema de ovo, entre outros, pois sua estrutura química serve de nutriente primário para as nossas células gordas. Além disso há a gordura vegetal hidrogenada, que é ainda mais prejudicial e é conhecida como gordura transaturada. Essa gordura é nociva para a saúde, pois quando o organismo detecta sua presença, imediatamente aciona as células de gorduras a armazenarem esse “lixo tóxico”.
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